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Como o coronavirus afeta às comunidades e povos do Araguaia

31 de março de 2020

As Causas de Pedro Casaldáliga

Na América Latina já tem se confirmado casos de coronavirus em todos os países do Continente. Na Amazônia, segundo informa a Rede Eclesial Panamazónica (REPAM), há 1.580 casos confirmados e 49 falecidos, em 7 de abril de 2020. A pandemia não se encontra, portanto, tão espalhada e nem atinge tantas pessoas quanto na Europa ou na Ásia. Podemos dizer que está ainda na fase inicial.

No entanto, existe um grande preocupação por parte da população daquí pelo impacto e as conseqüências que poderia ter a crise do coronavirus.

A região do Araguaia tem mais de 150.000Km2 de extensão, é maior, portanto, que alguns países europeus como Portugal, por exemplo… só que apenas temos hospitais. Também não temos respiradores ou medicamentos necessários para o tratamento da doença.

Como em muitos outros lugares do Brasil, o trabalho informal, muitas vezes na rua, é a base do sustento de muitas famílias que vivem em condições precárias. Só em São Félix do Araguaia, a nossa associação atende mais de 500 pessoas (sobre uma população de 5.000) que vivem abaixo da linha da pobreza. Ou seja, que sobrevivem com menos de meio salário mínimo por pessoa.

Este cenário de fragilidade social e económica explica porque tem se tomado medidas preventivas, de confinamento e isolamento social, desde o começo da ameaça. As conseqüências podem ser trágicas.

Da mesma forma, os povos indígenas são os mais vulneráveis ao avanço do virus. Os povos Karajá, Tapirapé e Xavante, que vivem com nós no Araguaia tem um acesso muito difícil ao sistema de saúde: por exemplo, desde a terra Marãiwatsédé, onde moram mais de 1.200 Xavante, até o hospital mais próximo tem mais de 5 horas de viagem.

Os povos indígenas se encontram em uma situação de vulnerabilidade e precisam de cuidados, atenção e respeito.

Os povos Karajá, Tapirapé e Xavante estão entre os mais vulnerávies do Araguaia.

O QUE ESTAMOS FAZENDO PARA ENFRENTAR O CORONAVIRUS

Na Associação temos seguido as medidas recomendadas pelos órgãos públicos responsáveis e estamos em contato permanente com as comunidades para podermos responder às necessidades e avaliar a melhor maneira de adaptar nossos projetos, considerando as circunstâncias alarmantes.

No momento, não temos conhecimento de que alguém de nossas equipes ou de nossos projetos esteja afetado pela doença.

No entanto, como medida de prevenção, temos estabelecido medidas que reduzem nossa exposição a áreas e/ou fatores de risco e que permitem a continuação de nossa atividade.

Nas áreas de risco, principalmente em assentamentos e comunidades indígenas, suspendemos temporariamente nossa atividade porque, acima de tudo, o mais importante é a segurança das pessoas por e para quem trabalhamos, nossa equipe e os demais cidadãos.

Em assentamentos e comunidades indígenas, suspendemos temporariamente nossa atividade porque, acima de tudo, o mais importante é a segurança das pessoas.

Na sede da Associação, em São Félix do Araguaia, temos a estrutura adequada para trabalhar à distância.

Nesse sentido, temos adotado as seguintes iniciativas:

Coordenação com autoridades municipais para estarmos atentos à evolução do risco.

– Pertencemos a rede de proteção social do cidadão brasileiro em situação de vulnerabilidade social.

– Apoio para que as comunidades consigam seus alimentos dentro de seus próprios espaços e tenham que se locomover o mínimo necessário.

– Estamos em contato permanente com as famílias que moram nas comunidades onde trabalhamos, para saber como se encontram e poder atendê-las, caso seja necessário.

A contenção e mitigação da propagação da doença são de responsabilidade de toda a sociedade e, para isso, é necessário ficar em casa.

Agora, mais do que nunca, cuidar da nossa saúde é cuidar da saúde de todas/os e nossa associação possui a tecnologia e o equipamento necessários para continuar e monitorar nosso trabalho.

Por isso, fiquemos em casa. Cuidemos da gente.

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